Referenciação Ortopedia — ULSM

Ferramenta administrativa de apoio à implementação prática do Protocolo de Acesso à Consulta de Ortopedia, desenvolvido pelo Serviço de Ortopedia da ULSM em colaboração com os Cuidados de Saúde Primários. Organiza a informação da consulta e prepara o texto de referenciação segundo o protocolo — não é um sistema de apoio à decisão clínica: a avaliação e a decisão são sempre do médico. Porquê este protocolo?

Porquê este protocolo — e o que esta ferramenta resolve

O Protocolo de Acesso à Consulta de Ortopedia nasce de uma constatação simples: com uma equipa dimensionada como a atual, só é possível responder em tempo útil se forem referenciados os utentes que realmente beneficiam de cuidados de Ortopedia — e se cada primeira consulta puder terminar numa decisão.

O ponto de partida

16
especialistas no Serviço
~100
pedidos de consulta por semana
3–4
especialistas com tempo semanal dedicado só a triagem

Dados do Serviço de Ortopedia da ULSM.

Três eixos — o desafio e a resposta

AAcesso à consulta
Desafio
Cada referenciação sem critérios ocupa uma vaga que falta a quem tem indicação. A única forma de responder atempadamente é referenciar apenas quem beneficia dos cuidados de Ortopedia.
Resposta
Os critérios do protocolo passam a estar no ponto de decisão, sem criar atrito na consulta: abrir o link e seguir o fluxo.
Avaliar
Percentagem de referenciações que cumprem critérios; número de primeiras consultas que terminam em alta imediata.
AntesAbrir a pasta dos PDFs das várias especialidades → encontrar o ficheiro certo → localizar a página relevante → interpretá-la.
AgoraAbrir o link, responder por cliques, obter critérios, prioridade e texto pronto a colar.
BAproveitamento da primeira consulta
Desafio
Se o doente chega sem ter esgotado o tratamento conservador e sem as imagens dos exames disponíveis, não é possível decidir nessa consulta — duplicam-se os recursos necessários para dar a mesma resposta.
Resposta
A ferramenta regista o tratamento conservador efetuado e a sua duração, e devolve a lista de MCDT exigidos pelo protocolo, assinalando os que faltam — permitindo ao hospital realizá-los antes da primeira consulta, sem necessidade de intervenção médica.
Avaliar
Percentagem de primeiras consultas com estudo completo e com decisão tomada.
CRecursos dedicados à triagem
Desafio
A triagem consome semanalmente tempo de 3 a 4 especialistas, a ler pedidos, distribuir por área e ajustar prioridades.
Resposta
O pedido chega com a tipologia de consulta e a prioridade já identificadas, e com os exames em falta assinalados — tornando a triagem praticamente administrativa.
Avaliar
Horas semanais de especialista libertadas da triagem para atividade assistencial.

Como se articula com o RSE-SIGA

A referenciação é sempre feita pela aplicação RSE-SIGA — esta ferramenta não a substitui nem comunica com ela: prepara o texto para o médico colar. O RSE-SIGA disponibiliza dois campos de 1800 caracteres:

Motivo de Referenciação ResumidoO texto gerado por esta aplicação: motivo, prioridade proposta, história estruturada, MCDT realizados e em falta, tratamento prévio.
História ClínicaResultados de exames e outra informação que o médico considere relevante.

Como o texto sai sempre com a mesma estrutura, abre duas automatizações do lado hospitalar, sem trabalho adicional para os CSP: triagem automática por tipologia e prioridade, e pedido automático dos exames de imagem em falta — para que estejam disponíveis à data da primeira consulta.

Horizonte

Com estes três eixos resolvidos, é realista reduzir transversalmente o tempo de espera para consulta num horizonte de dois anos, sem aumento de recursos: a mesma equipa a decidir sobre os doentes certos, à primeira consulta.

Esta é uma ferramenta administrativa de apoio à implementação do protocolo — não é um dispositivo médico nem um sistema de apoio à decisão clínica. Todo o conteúdo clínico é da responsabilidade do Serviço de Ortopedia da ULSM. A aplicação corre no navegador, sem servidor: nenhuma informação de doentes é enviada ou guardada.